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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UMA IGREJA DESAFIADA POR DEUS

Texto Bíblico: I Coríntios 15:58

Propósito: Edificação Cristã/ Crescimento da Igreja



1. INTRODUÇÃO

- Não tem sido fácil lidar com as mudanças sociais que tem afetado as nossa igrejas.

- Há cinco anos atrás estive num congresso nacional de pastores e conversei com vários lideres espirituais que não sabiam mais o que fazerem para vencerem os modismos culturais, tais como: tatuagens, piercing, cabelos com cores bizarras, brincos estilizados para homens, vida sexual ativa entre namorados, freqüência às danceterias e o consumo crescente de bebidas alcoólicas entre os jovens. Foi grande o numero de pastores que estavam pensando até em abandonar o ministério porque não estavam sabendo lidar com as mudanças radicais que o mundo levou para dentro das igrejas.

- Hoje, percebo que as igrejas evangélicas precisam enfrentar seus desafios em duas esferas: os desafios do mundo e os desafios de Deus. Não sei quais são os mais difíceis, mas não podemos ignorá-los. Os desafios do mundo são impostos pela globalização, pela cultura e pela sociedade. Os desafios de Deus são impostos pela Bíblia, pelo Espírito Santo e pelo Senhor Jesus Cristo.

Estudando o texto bíblico lido, percebi quatro (4) desafios de Deus para nós, igreja desta geração.

Vamos analisá-los com cuidado?

2. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO (Análise e Aplicação do Texto)

I – PRIMEIRO DESAFIO: PRECISAMOS SER IRMÃOS AMADOS SEMPRE

1.
O amor é o mandamento mais importante de Jesus. O amor é o dom mais importante do reino de Deus. O amor é o fruto do Espírito que mais se destaca na vida dos crentes. O amor jamais acaba (I Coríntios 13: 8,13), porque Deus é amor (I João 4:8)

2.
A expressão paulina que mais se destaca no verso 58 é “irmãos amados” (adelphói agapeitói), que significa irmãos queridos, irmãos do coração, irmãos amigos, companheiros inseparáveis.

3.
O grande desafio de Deus para nós é exercitarmos a graça de ser uma família em Jesus Cristo. O Termo”irmãos” (adelphói) significa irmãos de sangue. Você já percebeu o que isto significa? Significa que quando entramos para a igreja de Cristo devemos tratar a todos como irmãos de sangue. A Igreja é um grupo de pessoas salvas pelo sangue de Jesus, que foram adotadas como filhos de Deus em Cristo (Gálatas 3:26).

4.
As igrejas da nossa geração estão sendo desafiadas por Deus a se tornarem uma família onde as pessoas se amam, se respeitam e cuidam uma das outras. Deus exige de nós profundo amor e diz que não podemos fingir para os nosso irmãos em Cristo (Romanos 12:9, I João 4:7,8).

5.
A nossa igreja precisa ser uma família, um grupo de pessoas que se ama de coração, uma comunidade de pessoas companheiras que se tratam como irmãos e irmãs, como amigos inseparáveis. Isto não é impossível porque é o Espírito Santo que nos mantém unidos como irmãos.

II – SEGUNDO DESAFIO: PRECISAMOS SER UM GRUPO INABALÁVEL SEMPRE

1.
No Novo Testamento Grego a expressão “sede firmes” (hedraiói guinesthe) significa tornai-vos inabaláveis, mantenham-se firmes.

2.
Quando o apostolo Paulo disse: “sede firmes”, sabia que Satanás, o mundo, o pecado e a carne poderiam atrair, conquistar e dominar a igreja de Corinto da mesma forma como tem acontecido com as igreja da nossa geração.

3.
O que Deus deseja da nossa igreja é que sejamos uma família unida, comprometida com os princípios bíblicos e com os valores supratemporais do seu reino.

4.
Valores supratemporais são aqueles que resistem as tendências e modismos dos tempos porque são eternos, divinos, absolutos, imutáveis, persuasivos, coerente e desafiadores.

5. A
nossa igreja só será um grupo inabalável quando formos pessoas mais constantes no exercício da fé cristã, quando tivermos a consciência objetiva de que Satanás, o mundo, o pecado e a carne nos são uma ameaça real através das fofocas, das disputas entre lideres, das guerras entre famílias e das celeumas, entre jovens e adultos.

III – TERCEIRO DESAFIO: PRECISAMOS SER UMA IGREJA COMPROMISSADA COM O REINO DE DEUS

1. O apostolo Paulo ensina que devemos ser crentes “constantes” (ametakinetói), ou seja, inabaláveis, irremoviveis da nossa base, bem firmes num propósito, aqueles que não abrem mão dos seus compromissos assumidos e confirmados.

2. Deus espera que a igreja da nossa geração assuma um compromisso de vida e morte com o Senhor Jesus Cristo, com a sua Palavra e com o seu reino. Quando uma igreja abre mão dos princípios, valores e praticas do reino de Deus, ela não consegue enfrentar os desafios do mundo (globalização, pós-modernidade, urbanização, profissionalização, interação social, pluralismo ideológico e secularização).

3. Estamos sendo desafiados por Deus a ser uma igreja viva, apaixonada e comprometida com as verdades do seu reino. A nossa igreja esta sendo desafiada a não deixar que as rixas, as brigas, os desentendimentos, as fofocas, as panelinhas e as disputas pessoais comprometam o nosso foco existencial (nossa unidade, nosso propósito e nosso esforço conjunto).

4. Nós não somos uma igreja perfeita, mas precisamos abraçar o seguinte compromisso: de ser uma igreja preocupada com os nossos irmãos e com a comunidade onde estamos plantados. O nosso lema precisa ser “UMA IGREJA PREOCUPADA COM VOCÊ”, ou seja, com as pessoas de dentro e de fora.

5. A nossa cidade, o nosso estado, o nosso país e o mundo, esperam que sejamos uma igreja viva, apaixonada e comprometida com o reino de Deus, simplesmente porque foi este o compromisso que assumimos com o Senhor Jesus Cristo no dia da nossa conversão.

6. Você é comprometido com o reino de Deus o suficiente para ficar tranqüilo no Juízo Final?

IV – QUARTO DESAFIO: PRECISAMOS SER UMA IGREJA MAIS DEDICADA À OBRA DO REINO DE DEUS

1. O apóstolo Paulo nos ensina no verso 58 que, enquanto igreja de Cristo, precisamos ser crentes “sempre abundantes” (perisseountes) na obra do Senhor, ou seja, ilimitados no nosso esforço, dedicados incondicionalmente, rico em obras, extremamente produtivos, trabalhadores incansáveis.

2. As igrejas evangélicas da nossa geração precisam ser mais dedicadas a causa do Senhor Jesus neste mundo. Dedicação exige envolvimento, paixão, compromisso, consagração, lealdade e submissão a alguém superior que determina as regras da ação.

3. Se fossemos uma igreja dedicada incondicionalmente à causa de Deus não teríamos tempo para as vaidades pessoais, fofocas, intrigas, discussões inúteis, disputas fúteis, panelas ou apelações carnais. Ser igreja de Jesus não é fácil.

4. É desafiador ser um grupo dedicado a causa do reino de Deus. Infelizmente não sabemos o que significa a expressão “sempre abundantes” (perisseountes), por isso não damos a produção que o reino de Deus exige e estamos sempre abaixo da média.

5. Só se dedica de corpo e alma ao reino de Deus quem ama apaixonadamente o Senhor Jesus, quem é grato a Deus e quem foi transformado e incendiado pelo Espírito Santo. Deus quer que os nossos frutos sejam de qualidade, conforme a orientação de Jesus (João 15:16). Você quer pagar o preço?

6. O texto lido também diz: “sabendo que o vosso trabalha não é vão no Senhor”. A palavra usada para trabalho não é ergon (oficio) e sim, kópos (esforço cansativo de suar camisa). A palavra usada para vão (kenos), significa vazio, sem sentido, sem valor, inútil, insignificante. Resumindo: Deus espera que nós, a sua igreja, trabalhemos até suar a camisa sabendo que todo o nosso esforço no reino dele não será inútil ou sem valor.

7. Deus está desafiando a igreja desta geração (você e eu) para trabalhar com mais dedicação e vontade, para queimar a sua vida altar do serviço, a não medir esforços para salvar a muitos da condenação eterna. Você consegue entender este desafio? Você está disposto a abraçar este desafio?

3. CONCLUSÃO

Deus está nos desafiando a ser irmãos amados e companheiros inseparáveis. Deus está nos desafiando a ser uma igreja inabalável, uma igreja comprometida com o seu reino nos mínimos detalhes.

O que Deus espera da nossa igreja é: profundo amor entre os irmãos, unanimidade de propósito, compromisso extremo e produtividade inteligente e coerente. Que Deus nos ajude hoje, amanhã e sempre. Amém.

sábado, 30 de julho de 2011

ADORAR COMO MARIA ADORAVA João 12.1-11


Introdução

Esta é uma daquelas cenas lindas da Bíblia...
Aconteceu seis dias antes da Páscoa, num lugar de nome Betânia, onde moravam Maria, Marta e Lázaro...

Era oferecido um jantar para Jesus... Marta servia à mesa... Lázaro estava ao lado de Jesus. E Maria...

Maria parecia estar admirada... penso que olhava o tempo todo para Jesus, tendo bem ao Seu lado o seu irmão, Lázaro (que há poucos dias estava morto; foi para Lázaro, sepultado à quatro dias, que Jesus falou "Vem para fora!")...

Sim! Maria devia estar simplesmente maravilhada, deslumbrada com a presença de Jesus... por isso, imagino, ela só escutava, recordando o que Jesus tinha feito a eles.

Portanto, coração dela estava cheio de amor... Jesus estava ali entre eles, os havia abençoado muitíssimo, ele se comove, se emociona!

Então, como Maria podia fazer para expressar tudo o que estava dentro dela?
Palavras eram poucas... O que ela teria para oferecer a Jesus, o Senhor? ...o salmista também se perguntava: "Que posso eu oferecer ao Senhor por tudo de bom que ele me tem dado?" (Sl 116.12).

Irmãos, irmãs, é esta a preocupação que existe no coração daquele que é grato ao Senhor; a questão que ele levanta é sempre essa: "Que posso oferecer ao Senhor...?" O coração está grato... reconhece a bondade do Senhor, então pergunta: "Que posso oferecer"...

O que nós temos para oferecer a Jesus?
Avaliando o que o Senhor fez por nós, dando-nos vida, como deu à Lázaro... porque Lázaro estava morto no túmulo e nós estávamos mortos por causa dos nossos pecados - à Lázaro Jesus disse "Vem para fora" e à nós Ele falou: "Vem e segue-me" e declarou "quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). Aleluia!

Também experimentamos o que Lázaro experimentou: a passagem da morte para a vida - mas para Lázaro isso representava um simples milagre de restabelecimento físico, porém, para nós, representa ressurreição garantida para a vida eterna com Deus no céu! ...por isso, o que podemos oferecer ao Senhor?

Sendo honestos em nossa avaliação, sempre constataremos que nada temos em nós mesmos e que nada possuímos para oferecer ao Senhor, que possa compensar o que Ele fez por nós.

Por isso, o Senhor espera algo mínimo de nós... na verdade, Ele busca, Ele procura por isso... é o que Jesus revelou em Mt 4: "adoradores [que] adorarão o Pai em espírito e em verdade".

Você pegou o que Deus está procurando?
Não é adoração (adoração, o Pai já tem muita lá no céu (milhares e milhares de anjos, serafins, querubins, santos), e ultimamente na terra, adoração é um ministério que se expande... considere o número de CD
´s, de grupos de louvor, de ministérios que estão surgindo, etc)...

Jesus revelou que Deus procura encontrar adoradores, pessoas que se envolvam em Sua presença, completamente entregues, completamente dedicadas à Ele, sem qualquer reserva.

Maria é um desses adoradores procurados pelo Pai.
O v.2 nos mostra o que se passava em sua casa naquele dia: todos à volta da mesa... todos em torno da presença que enchia o lugar: Jesus, o bendito Yeshua Hamaschia.

De repente, lemos no v.3, Maria se lembrou da única coisa de verdadeiro valor que possuía: um vaso de alabastro contendo um perfume muito caro... ela sabia o que fazer - daria o seu tesouro precioso para Jesus!

Maria, então, saiu da sala sem que ninguém reparasse, buscou um frasco de alabastro cheio de nardo puro (v.3)... esse nardo era um perfume raro, muito caro.

Então, com esse frasco nas mãos, ela voltou para a sala de jantar, viu todo mundo reclinando, jantando, conversando... Maria deve ter feito uma pausa e pensado: "É a hora certa. É agora!"

Ninguém a viu sair ou voltar, mas todos notaram a sua presença quando ouviram o barulho do frasco de perfume sendo quebrado.

Todo mundo olhou para Maria e viu nela uma expressão de amor intenso... e aquele pequeno frasco, quebrado na parte de cima.

Maria aproximou-se de Jesus e derramou o perfume na cabeça e nos pés dEle... o cheiro do perfume foi enchendo a casa.

Mas sem pensar no que os outros iam falar, Maria estava resolvida em expressar o seu amor ao Senhor.
Ela soltou os cabelos, se abaixou ao chão e se pôs a enxugar os pés de Jesus. Sem falar nada, Maria estava dizendo: "Jesus, por onde o Senhor andar, sinta este cheiro e saiba que existe alguém aqui que O ama".

Foi feito um silêncio total enquanto todo tentava entender o que estava acontecendo... Mas não tinha lógica, não fazia sentido, não era sensato, não era prático... Era extravagante, isso sim! ...arriscado e um desperdício...

E não levou muito tempo para que alguém (lemos no v.4, que foi Judas Iscariotes), logo censurasse o gesto daquela mulher.
Incrível isto: um frasco de perfume havia sido derramado, enchendo toda a casa com o seu cheiro, há um tonto de nome Judas Iscariotes, sente é o cheiro de dinheiro, o cheiro do salário de 300 dias no ar... porque o perfume valia 300 denários, 300 dias de trabalho (na base do salário mínimo, isso quer dizer que o perfume valia aproximadamente R$ 2.600,00)!

E Judas falou o que os outros, provavelmente, também estavam pensando: "Que desperdício! Este perfume poderia ter sido vendido por um bom dinheiro e usado para ajudar os pobres".

E certamente que os outros ainda pensaram: "Que mulher atrevida! ...perturbando a nossa paz".

Maria recebeu censuras pela devoção que ofereceu a Jesus.
Você também será censurado...

Todavia, você pode saber hoje o que Maria não sabia de antemão: que tal gesto agrada ao Senhor.

Há três atitudes relevantes nesse gesto de Maria, a primeira é:
1- EXTRAVAGÂNCIA
Por esse gesto de Maria aprendemos que o amor verdadeiro não calcula o preço... a única lamentação do amor, a única coisa que o amor lamenta, é não ter mais para dar.
Quando alguém comentou que um certo soldado tinha perdido sua perna na 2
ª Guerra Mundial, o soldado corrigiu o homem dizendo: "Não. Não perdi minha perna; não perdi... eu dei minha perna para meu país".

O amor de Maria era assim: doador... Maria não mediu esforços, não pensou no custo, mas deu com generosidade...

E não era somente o perfume que estava sendo derramado... Maria derramava também do seu tempo, do seu sonho, do seu amor sobre Jesus.

E nós? Quando foi a última vez que derramamos algo por Jesus?

A segunda atitude relevante é a:
2- CRIATIVIDADE
O que Maria fez não era comum... foi uma demonstração criativa.
Ela não se limitou aos meios tradicionais ou esperados... ela criou um jeito...

Quando amamos a alguém, de verdade, nós sempre procuramos novos meios, novas formas, de expressar o nosso amor à pessoa amada: damos flores, enviamos cartões, fazemos presentes...

Nosso amor por Jesus não deve ter limites...
Nós nunca devemos cair na rotina... sempre devemos buscar novas e mais interessantes maneiras de como honrar a Jesus, expressando nosso amor por Ele.

A terceira atitude relevante em Maria é esta:
3- DESEMBARAÇO
Ela não mediu as conseqüências, pensando nos comentários, no disse-me-disse dos outros.
Maria somente viu Jesus à sua frente... ela recusou distrair-se por qualquer coisa que pudesse criar embaraço, impedimento ou dificuldade...

E considere isso: Para uma mulher, nos dias de Jesus, fazer um ato tão público e deixar o cabelo solto, era uma desobediência moral e cultural... mas ela teve desembaraço...
Se Maria conhecesse aquela nossa música "Eu, eu, eu quero é Deus", ela teria cantado... ela estava tão envolvida com Jesus que nem o desprezo dos outros pôde desviá-la da adoração ao Senhor.

Você pode ter certeza: quando estamos comprometidos com Jesus, seremos sujeitos a críticas e desprezo (porque sempre seremos diferentes e mal entendidos, às vezes até por outros discípulos, como foi no caso de Maria).
É difícil evitar a pergunta: "O que os outros vão pensar de mim? ...se eu agir assim?"

Porém, amados: Quando amamos a Jesus, temos que expressar este amor sem nos preocuparmos com a aprovação dos outros.

Maria ficou em casa com um frasco vazio... mas com o coração bem cheio! ...e é isso que importa!

Conclusão
Toda pessoa realmente agradecida ao Senhor, desejará dar a Ele a maior honra, e poderá manifestar esta dádiva, como Maria manifestou.
Você somente precisa dar lugar a estas três atitudes:
Extravagância
Criatividade
Desembaraço

Se você assumir seu amor por Jesus e se envolver com Ele como Maria se envolveu, você também será surpreendido num gesto de mais profunda devoção ao Senhor.

E Jesus merece!
Por isso, deixe que o seu amor por Jesus, e não o seu orgulho ou o medo, determine a forma da sua adoração.

Seja como Maria, que demonstrou seu amor a Jesus, de maneira: extravagante, criativa e desembaraçada!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

ESTUDO SOBRE DÍZIMOS E OFERTAS. 1 - DÍZIMOS


                                                          
O assunto principal que quero abordar é a base bíblica das ofertas, não pretenderia, portanto, me alongar no tratamento do dízimo. Sinto-me, entretanto, na obrigação de colocar algumas poucas e objetivas palavras sobre a questão do dízimo. Não é minha intenção dar uma exposição detalhada de que o dízimo é uma determinação procedente de Deus, que precedeu a lei cerimonial e judicial da nação de Israel (incorporando-se posteriormente a essas), sendo, portanto válido para todas as épocas e situações. Não é, também, minha intenção partir para uma exposição da seriedade com a qual Deus apresentou e tratava essa questão do dízimo. Não vou, portanto, examinar as severas advertências àqueles que desprezavam suas determinações. Tudo isso já foi dito e exposto por outros de uma forma bem melhor e mais completa do que eu poderia aqui fazer.
Gostaria apenas de reforçar dois princípios bíblicos sobre o dízimo, extraídos do Novo Testamento. Por isso os classificaremos como princípios neotestamentários, que devem regular a nossa contribuição sistemática:
A) O primeiro princípio neotestamentário que desejo ressaltar, é que a Palavra de Deus nos ensina que devemos contribuir planejada mente. Temos este ensinamento em 2 Co 9.7, que diz: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento (Atualizada: ‘necessidade’); porque Deus ama ao que dá com alegria”.
Freqüentemente nos concentramos apenas no entendimento superficial do versículo, e interpretamos que ele fala simplesmente da voluntariedade da contribuição. Mas o fato de que ele nos ensina que a nossa contribuição deve ser alvo de prévia meditação e entendimento nos indica, com muito mais força, que ele deve ser uma contribuição planejada, não aleatória, não dependente da emoção do momento. O dar com emoção é válido. O dar seguindo o impulso momentâneo do coração, possivelmente, mas ambos não se constituem no cerne do “dar” neotestamentário.
Deus está nos ensinando que o seu “mover do nosso coração” não significa que por isso podemos fugir das nossas responsabilidades. Ele nos ensina que não podemos simplesmente esquecer as portas abertas que ele coloca à nossa frente, relacionadas com as necessidades de sua igreja, e esperar o “mover do espírito”. Tudo isso soa muito piedoso e espiritual, mas se vamos propor no nosso coração, significa que vamos considerar com seriedade que a nossa contribuição deve ser planejada. Você não pode gastar tudo o que você ganha, a igreja não tem outra forma de se manter. (continua)
Bem, o irmão pode achar uma excelente forma de planejar, mas eu não encontro melhor forma do que a estabelecida na Bíblia: que é a dádiva do dízimo, reconhecimento simbólico de que tudo o que temos pertence a Deus. O dízimo representa a essência da contribuição planejada e sistemática e, conseqüentemente, deveríamos propor no nosso coração dar o dízimo. Vêem como isso muda a compreensão que tantos têm do verso? Alguns dizem: o dízimo constrange e retira a alegria da contribuição, quando o ensinamento é justamente o contrário: proponha no seu coração, sistematize sua contribuição e a contribuição fluirá de você sistematicamente, sem constrangimentos, com alegria. Não procure inventar: contribua na forma ensinada pelo próprio Deus ao seu povo.
B) Um segundo princípio neotestamentário, é que Deus espera que a nossa contribuição seja proporcional aos nossos ganhos, ou seja, devemos contribuir proporcionalmente. Encontramos esta lição em 1 Co 16.2-3, que diz: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar.”
O ensinamento é, mais uma vez muito claro. É óbvio que Paulo espera uma contribuição sistemática, pois ele diz que ela deveria ser realizada aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os crentes se reuniam. O versículo é muito rico em instrução, demonstrando até a propriedade de nos reunirmos e cultuarmos ao Senhor aos domingos, contra os ensinamentos dos sabatistas, testemunha de Jeová e, etc. de que deveríamos voltar ao Velho Testamento e estarmos guardando o sábado, o sétimo dia da semana.
Quero chamar a sua atenção, entretanto, para o fato de que Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, nos ensina que temos que contribuir conforme Deus permitir que prosperemos, ou seja, conforme os nossos ganhos. Essa é a grande forma de justiça apontada por Deus: as contribuições devem ser proporcionais, ou seja, um percentual dos ganhos. Assim, todos contribuem igualmente, não em valor, mas em percentual.
Mais uma vez, o irmão pode querer inventar um percentual qualquer. Admito até que isso pudesse acontecer se nunca tivesse tido acesso ao restante da Bíblia, mas todos nós sabemos qual foi o percentual que o próprio Deus estabeleceu ao seu povo: dez por cento dos nossos ganhos! Isso, para mim me parece satisfatório e óbvio. Não preciso sair procurando por outro meio e forma, principalmente porque se assim eu o fizer posso até dizer, eu contribuo sistematicamente com o percentual que eu escolhi, mas nunca vou puder dizer que o faço em paridade e justiça com os outros irmãos, pois quem garante que o percentual dele é igual ao meu?(continua)
 Eu destruiria com isso, o próprio ensinamento da proporcionalidade que Deus nos ensina através de Paulo. Porque não seguir a forma, o planejamento e a proporção que já havia sido determinada por Deus?
Sabemos que temos muita argumentação falha, a favor do dízimo, que procura utilizar prescrições da lei cerimonial (cumprida em Cristo) ou da lei judicial de Israel (de caráter temporal, para aquela nação). Entretanto, temos, igualmente, muitos princípios válidos e exemplos sobre o dízimo, tanto no Velho como no Novo Testamento. No nosso caso, procurei me concentrar apenas nesses dois princípios.
Acredito, portanto, na primazia da contribuição sistemática, planejada, que não está sujeita ou escravizada às flutuações da nossa natureza pecaminosa, mas que segue o modelo e percentual utilizado pelo povo de Deus e que procedeu das próprias determinações divinas.

2. OFERTAS

Necessitamos, em adição, ir até à Palavra de Deus e verificarmos que a contribuição sistemática, periódica e proporcional não é a única encontrada nas Escrituras, nem como registro histórico, nem como determinação.
Além do dízimo, Deus fez registrar a propriedade das ofertas alçadas, ou seja, de contribuições esporádicas que fluíam dos corações de servos movidos pelo desejo de ir além, de sua contribuição dizimal, quer por mera gratidão, quer por uma causa específica, colocada por Deus perante eles, quer por uma necessidade extrema de auxílio, de caráter social.
Nesse sentido, vamos estudar algumas passagens. Elas não esgotam o assunto, mas são ilustrativas de nossas responsabilidades e privilégios perante Deus, no que diz respeito a essa questão.
A) Velho Testamento:
(1) Êxodo 25-36
Este trecho nos fala da construção do tabernáculo. Foi uma construção ordenada por Deus. Aquela construção atenderia a necessidade de providenciar um local de adoração ao povo que peregrinava pelo deserto. Dizia respeito, portanto, ao acondicionamento físico do povo e dos instrumentos litúrgicos. Muitas das coisas determinadas aqui possuem o simbolismo característico do Velho Testamento e eram destinadas a demonstrar a majestade da presença de Deus, a sua santidade e a apontar para o redentor prometido. (continua)

Deus, com todo o seu poder, poderia ter produzido do nada uma casa de adoração. Quis ele que tudo fosse feito com os recursos do povo, entrelaçando a construção com o dia-a-dia de Israel. Para a construção e para os ornamentos havia a necessidade de muitos objetos de valor, utensílios, ouro, prata, cobre. Nenhum estudioso sério da palavra de Deus questionaria que o dízimo estava em vigor, nesta ocasião (no máximo temos os que questionam a sua validade no novo testamento, mas quanto à isso, já nos posicionamos). Porque Deus não utilizou os dízimos de seu povo para esta necessidade? A razão é bem direta: porque os dízimos, sendo a contribuição sistemática, já tinham a sua aplicação normal: serviam ao sustento dos levitas, dos líderes religiosos, e serviriam à manutenção dos atos de adoração, mas não poderiam fazer face à necessidade específica, esporádica e extra-normal que agora era colocada por Deus perante seu povo. Deus os chama, conseqüentemente, a contribuir com ofertas alçadas, extras.
O princípio básico está colocado no versículo 2: “Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada”. A versão Atualizada, diz apenas “oferta”. O original (hebr.: T’Rumáh—oferta alçada, da raiz Rum­–oferta), entretanto, traz “oferta alçada”. Isso não quer dizer nada com relação ao valor – se seria pouco ou muito. Representa algo (um bem, metal precioso, ou dinheiro) extraído do meio do povo que é levantado (alçado) e apresentado ao Senhor como uma dádiva especial, de forma voluntária. Os rituais levíticos posteriores tinham as ofertas alçadas, que eram levantadas perante o altar apenas uma vez, pelo sacerdote, e a oferta “abanada”, que era levantada ou movida várias vezes perante o altar, representando a consagração da dádiva. Tal oferta não era, nem poderia ser, compulsória. Ela era voluntária. O texto diz com muita clareza: todo o homem cujo coração se mover voluntariamente. Esses eram os contribuintes. Eles deveriam trazer ofertas especiais, de gratidão e reconhecimento, coisas de valor a serem utilizadas nas necessidades físicas da adoração espiritual que é devida somente a Deus.
Os próximos seis capítulos de Êxodo (até o 31) registram em detalhes o que Deus queria que fosse feito em sua casa de adoração. No capítulo 35, Moisés chama o povo e começa a passar a ele as instruções recebidas de Deus. No versículo 5 ele diz: “Tomai de entre vós uma oferta para o Senhor; cada um cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao Senhor: ouro, prata e bronze…” Mais uma vez, o caráter voluntário da oferta é ressaltado. Nos versículos 21 e 22, temos o registro da ocorrência das ofertas (recapitulando: primeiro Deus ordena a Moisés, depois Moisés ordena ao povo e agora, temos o fato real). Mais uma vez o registro da voluntariedade é ressaltado. Diz o trecho:
(21) E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a obra da tenda da revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes sagradas.
(22) Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao Senhor.
O versículo 29 reforça ainda mais o princípio:
(29) Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo coração voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o senhor ordenara se fizesse por intermédio de Moisés; assim trouxeram os filhos de Israel uma oferta voluntária ao Senhor.
Perante essa evidência não podemos, meus irmãos, dizer que o dízimo é a única forma de contribuição encontrada na Palavra de Deus. Ofertas voluntárias têm o seu lugar e são apropriadas em casos específicos, como o que Deus colocou à nossa frente.
Uma segunda coisa que aprendemos nesse trecho, é que a voluntariedade da oferta não significava aleatoriedade. Ou seja, por ser voluntária não significava que não podia ser planejada. Na realidade lemos, no capítulo 36, v. 3, o seguinte: “…e receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham do para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam cada manhã ofertas voluntárias”. Ou seja, enquanto durou a construção, as ofertas eram trazidas sistematicamente, repetidamente, a cada manhã. Não vamos pensar, portanto, que o planejamento e sistematização tiram a espiritualidade da oferta planejada e dada de coração. Essa sistematização muito deve ter auxiliado aqueles que necessitavam dar andamento à construção.
Que glorioso resultado foi alcançado com o entendimento correto e com a predisposição do povo de Deus, nessa dádiva de ofertas. Vejam o que registram os versículos 4 a 7, deste mesmo capítulo 36:
(4) Então todos os sábios que faziam toda a obra do santuário vieram, cada um da obra que fazia,
(5) e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.
(6) Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.
(7) Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda sobejava.
Que coisa gloriosa se Deus fosse servido mover o nosso povo ao ponto em que precisaríamos vir até à frente PROIBIR, para que nada mais se trouxesse!
(2) Levítico 22:18-19
Este outro trecho da Palavra de Deus está inserido nas regras e determinações sobre o dia-a-dia das práticas do povo de Deus. Temos esta colocação nos versículos 18 e 19:

“Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Todo homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros em Israel, que oferecer a sua oferta, seja dos seus votos, seja das suas ofertas voluntárias que oferecerem ao Senhor em holocausto, para que sejais aceitos, oferecereis macho sem defeito, ou dos novilhos, ou dos cordeiros, ou das cabras.”
Desse registro aprendemos:
1. Mesmo sem nenhuma ocasião especial, a prática de ofertas voluntárias era permitida e disciplinada no meio do povo de Deus. Não existe, portanto incompatibilidade entre os dízimos e ofertas.
2. O que era ofertado deveria vir sem defeito, ou seja, não ofertamos daquilo que nós mesmos não queremos, mas sim do que é agradável e aceitável. Deus merece o melhor.
3. A determinação era para os israelitas e para os estrangeiros em Israel, ou seja, não podemos restringir a oferta voluntária apenas aos membros do povo de Deus. Lembremo-nos, entretanto, que são ofertas voluntárias e não demandadas, solicitadas, constrangidas. A responsabilidade primordial é do Povo de Deus.
b. Novo Testamento.

(1) Uma Oferta a Paulo
Paulo estava na prisão quando escreveu a carta aos Filipenses. É uma carta de amor e gratidão, na qual ele expressa a possibilidade do crente exercitar essa alegria em Cristo independentemente das circunstâncias pelas quais está passando. Pensemos na situação de Paulo. Ela era dura e amarga. Estava afastado do convívio dos seus amigos, em uma prisão e certamente tinha várias necessidades.

A igreja de Filipo, consciente das necessidades de Paulo, levantou e enviou uma oferta específica para ele. No capítulo 4 (10-19) temos o registro e alguns detalhes da ocorrência. Lemos ali:
(10) Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade.
(11) Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre.
(12) Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade.
(13) Posso todas as coisas naquele que me fortalece.
(14) Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
(15) Também vós sabeis, ó Filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente;
(16) porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades.
(17) Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
(18) Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.
(19) Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.
Vemos que é o agradecimento de ofertas, remetidas duas vezes e com toda probabilidade em dinheiro, pois no verso 16 lemos: “não somente uma vez, mas duas, mandastes o bastante para as minhas necessidades”. Essas ofertas foram levadas à Paulo por Epafrodito, como nos fala o verso 18, e é exatamente para este versículo que eu gostaria de dirigir a nossa atenção, pois dele extraímos quatro lições sobre ofertas.
Aprendemos que a oferta voluntária:
1. É um ato desejável por Deus (“aroma suave”). A oferta é comparada a um aroma suave, a um perfume não agressivo, mas suave. Aquele cheiro que permanece e que nos traz memórias e lembranças, que nos faz desejar estar de novo sentindo ele. Nesse sentido, é um privilégio poder contribuir, poder fazer algo que é desejável por Deus. Veja no versículo 10 que Paulo diz que “..vos faltava oportunidade”. Isso significa que devemos ver as situações de necessidade de contribuição que Deus coloca à nossa frente, como grandes oportunidades a serem aproveitadas.
2. É um ato aceitável por Deus (“Sacrifício aceitável”). Não podemos, portanto, dizer que ofertas não sejam aceitas por Deus, pois Paulo nos ensina o contrário.
3. É um ato agradável a Deus (“aprazível”). O texto diz que ela é aprazível, ou seja, traz prazer a Deus.
4. É um ato direcionado a Deus (“a Deus”, traz o final do verso). Se vamos contribuir com outro propósito em mente: prosperidade, barganha com Deus, para agradar o Conselho, para agradar o pastor, até para termos mais orgulho da Igreja, tudo isso foge ao propósito principal: a oferta correta é direcionada a Deus e somente a ele. Nesse sentido é que acompanha o dízimo como um ato de gratidão e de louvor.
(2) Uma oferta aos Crentes de Jerusalém
Uma outra situação de necessidade foi registrada no Novo Testamento: os crentes de Jerusalém passaram a ser intensamente perseguidos e começaram a passar dificuldades financeiras. Muitos foram expulsos de suas casas, outros perderam suas ocupações, não podiam exercer suas profissões. Paulo registra que coletas foram feitas em favor das necessidades destes crentes em Romanos 15:25-28 (“…coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém.”) pelas igrejas da Grécia (Acáia) e Macedônia. Em 2 Coríntios 8 e 9 ele menciona essas coletas e fornece vários princípios relativos a contribuições.

Peço que os irmãos notem, neste trecho e incidente, os seguintes ensinamentos:
1. Proporcionalidade e voluntariedade não são incompatíveis entre si – 2 Co 8.3: “…na medida de suas posses.” Mais uma vez a questão da proporcionalidade no dar. Teríamos, possivelmente, uma inferência aos dízimos. Mas o versículo continua e registra: “e mesmo acima delas se mostraram voluntários.” Não resta dúvida que fala de contribuições voluntárias, destinadas a fazer face à uma necessidade. Contribuindo, dessa forma eles foram além dos dízimos, além da contribuição sistemática. Os versos 12 e 13 reforçam a questão da proporcionalidade e da justiça nas contribuições: Deus não quer o que o homem não tem. O seu propósito não é o de dar sobrecarga, mas o de proporcionar a igualdade.
2. O privilégio de contribuir – 2 Co 8.4. Lemos que os crentes dessas regiões “pediram com muitos rogos” a graça de participarem da assistência que se apresentava! Que diferença aos dias de hoje. Verificamos que hoje os solicitantes e não os crentes é que emitem “muitos rogos” compelindo os contribuintes a darem tudo de qualquer forma, sob qualquer pretexto. Que bênção seria se tivéssemos os diáconos sendo abordados “com muitos rogos” por crentes ansiando a participação no privilégio de contribuir com suas ofertas às necessidades da igreja! Este privilégio é uma atitude desejável - 2 Co 8.7. Paulo suplica para que eles continuem “abundando nesta graça”, ou seja, a prática da contribuição voluntária é algo desejável, é uma graça da parte de Deus aos seus servos. O desprendimento das coisas materiais e a colocação delas ao serviço do Mestre são um alvo a ser alcançado pelo servo fiel.
3. A procedência da contribuição verdadeira. É o coração sincero. A oferta, na visão de Paulo, era uma prova da “sinceridade do vosso amor” (8.8). Paulo estava dizendo que aquelas ações provariam as palavras de apreço, que não ficaram só nas palavras, mas estavam sendo transformadas em ação.
4. A importância do planejamento. Em 9.3, Paulo escreve que o fato das igrejas da Acáia (Grécia) estarem preparadas desde o ano anterior, para tal contribuição era uma prova do “zelo” deles e representava “um estímulo” para muitos. Não existia, portanto, nada não espiritual no planejar. Na realidade, Paulo informa que mandou um mensageiro de ante-mão, para que a reputação dos irmãos não fosse abalada (9.3) e eles estivessem preparados com a oferta que estavam a coletar. Paulo recomenda, portanto que “preparem de antemão a vossa dádiva”, chamando-a de “expressão de generosidade e não de avareza.” Muitas vezes somos chamados a planejar nossas ofertas porque isso pode auxiliar os que dela precisam e pode servir também de estímulo aos demais que, vendo a fidelidade da Igreja, se animam a contribuir.
(3) Uma oferta de uma pessoa pobre
Em Marcos 12.41-44 e Lucas 21.1-4 temos o registro de uma oferta trazida por uma viúva pobre ao templo. Lemos nesses trechos:

MARCOS 12
(41) E sentando-se Jesus defronte do gazofilácio (cofre das ofertas), observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos depositavam grandes quantias.
(42) Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.
(43) E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no gazofilácio;
(44) porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento.
LUCAS 21
(1) Jesus, levantando os olhos, viu os ricos deitarem as suas ofertas no cofre;
(2) viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;
(3) e disse: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos;
(4) porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento.
Podemos, desse resgistro, extrair as seguintes lições:

1. Deus se agrada das ofertas. Isso fazia parte da liturgia e não há qualquer palavra de condenação à prática.
2. Faz parte, portanto, de nossos deveres, pois Jesus aprovou a oferta da viúva.
3. A evidência do amor, não é a quantidade dada, mas a quantidade comparada com as nossas posses.
4. Deus requer de nós o mínimo, mas é apropriado até darmos tudo o que temos a Ele.
5. Deus não despreza a oferta humilde, na realidade Ele lhe dá maior valor do que a que procede do sobejo.
6. Não existe pessoa, portanto, que não possa, dessa forma, mostrar o seu amor a Deus.
7. Devemos estar constantemente pesquisando os nossos motivos, nas nossas ofertas.
8. Devemos pesquisar os nossos valores, também: estamos ofertando somente daquilo que sobra, aquilo que não tem serventia para ninguém?


3. CONCLUSÃO
Muitas outras passagens e ensinamentos poderiam ser examinados. Acreditamos, entretanto, que aqueles que tivemos a oportunidade de estudar, representam prova de que Deus se agrada e se tem prazer em nossas ofertas. Essas não tomam o lugar do dízimo, mas representam uma forma adicional de prestarmos a nossa adoração e amor para com Ele. Que possamos ter a visão bíblica da realidade, que não sejamos avarentos, mesquinhos e que estejamos sempre prontos a atender as necessidades que Deus colocou na nossa frente, sempre com ações de graças por termos parte em tão grande privilégio.
DEUS TE ABENÇOE SEJA UM CONTRIBUINTE FIEL.

Nada Acontece por acaso.

Para refletir :::: Se alguem te procurar:

Com frio... É porque você tem o cobertor.
Com alegria... É porque você tem o sorriso.
Com lágrimas... É porque você tem o lenço.
Com versos... É porque você tem a música.
Com dor... É porque você tem o curativo.
Com palavras... É porque você tem a audição.
Com fome... É porque você tem o alimento.
Com dúvidas... É porque você tem o caminho.
Com orquestras... É porque você tem a festa.
Com desânimo... É porque você tem o estimulo.
Com fantasias... É porque você tem a realidade.
Com desespero... É porque você tem a Serenidade.
Com entusiasmo... É porque você tem o brilho.
Com segredos... É porque você tem a cumplicidade.
Com tumulto... É porque você tem a calma.
Com confiança... É porque você tem a força.
Com medo... É porque você tem o AMOR!!!

Ninguém chega até VOCÊ por acaso, em "TUDO" há o propósito de Deus!

e lembre-se não perca a opurtunidade,, de fazer alguem felizzzzzzzz...

de seu amigo e irmão PASTOR GILSON

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AGRADECER

QUERO AGRADECER VC QUE ESTA SEGUINDO MEU BLOG, DEUS TE ABENÇOE ,, LOGO TEREMOS NOVIDADES OK,